O papel do profissional de Psicologia na inserção de alunos na Sala de Recurso Multifuncional



As Salas de Recurso Multifuncional Tipo I na Educação Básica surgiram com o intuito de garantir o direito à aprendizagem à Pessoa com Deficiência, exigindo a elaboração de novas políticas públicas capazes de assegurar a este público igualdade de acesso aos conteúdos curriculares, a partir da introdução de novos recursos pedagógicos e metodologias específicas a um público com necessidades próprias e diferentes dos demais alunos da mesma faixa etária.

Além de estar devidamente matriculado no ensino regular, o aluno inserido nas Salas de Recurso Multifuncional – Tipo I passa por um processo de avaliação que envolve, pelo menos, o Pedagogo da Escola e o Professor da Sala de Sala de Recurso Multifuncional, além de outros profissionais que, dependendo da hipótese levantada inicialmente, devem participar na elaboração do diagnóstico.

No caso da Avaliação Psicológica, ressalta-se que esta deve ser acrescida à avaliação feita pelos profissionais acima citados quando existir a suspeita de Deficiência Intelectual, concomitante ou não com outras deficiências ou transtornos, tais como: deficiência física neuromotora, transtornos globais do desenvolvimento, transtornos funcionais específicos e transtornos do déficit de atenção e hiperatividade. Sendo assim, é a especificidade da situação que indicará quais profissionais participarão de cada avaliação, que pode contar com a participação de médico neurologista e/ou médico psiquiatra, um fonoaudiólogo, um fisioterapeuta e um psicopedagogo.

O tempo de permanência de cada aluno na sala de Recurso Multifuncional Tipo I na Educação Básica deve ser suficiente para que as dificuldades apresentadas sejam superadas e o aluno obtenha êxito na aprendizagem no ensino regular, sendo que a formalização do desligamento requer a elaboração do Relatório Pedagógico, elaborado pelo professor especializado juntamente com a equipe pedagógica, que ficará arquivado na pasta individual do aluno.


Vale ressaltar que nem todos os esforços dos profissionais que atuam no contexto escolar são suficientes para, isoladamente, garantir êxito no processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos que tenham - ou não - alguma deficiência. A atitude de aceitação e credibilidade dos que convivem direta ou indiretamente com os “especiais” - incluindo aqui toda a sociedade, a qualidade da interação familiar, as relações estabelecidas entre pais e filhos, especialmente, e a participação efetiva da família no processo de aprendizagem e no contexto escolar são tão importantes quanto a necessidade de que os profissionais estejam cada dia mais preparados e motivados ao trabalho de facilitar, viabilizar e promover o desenvolvimento da criança.